É sempre bom vermos filmes que marcaram a história do cinema e perceber a razão disso mesmo. Gostei bastante deste filme. Destaco principalmente as cenas em que o nosso amigo Charlot aparece transfigurado em frango (muito por causa do seu companheiro esfomeado), a cena em que ele fantasia com o jantar de Ano Novo com as suas amigas e, depois de meter uns pãezinhos na ponta de dois garfos, os faz dançar sobre a mesa (é de partir o coração ver o amor com que ele prepara a ceia de Ano Novo para que depois nenhuma delas apareça e, pior, gozem com a dedicação dele) e ainda a cena em que a cabana está presa, literalmente, por um fio mesmo a beira de um precipício.É um filme que vale, sem dúvida a pena, apesar de eu não o considerar como um dos melhores que já vi em toda a vida, talvez muito por causa do final feliz que aqui nos é apresentado... Mas também, depois de a Georgia nos ter partido o coração (a todos nós, os espectadores, e não só ao Charlot), que melhor forma de redenção se poderia desejar? Um filme para nos sentirmos bem e iludirmo-nos (sim, a ilusão às vezes não faz mal nenhum) de que a justiça existe e aqueles que sofrem terão sempre a sua recompensa.
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