13 março 2009

La Dolce Vita (1960) - Federico Fellini

O que eu tenho a dizer sobre este filme é simples: não tem ponta por onde se lhe pegue. É chato, aborrecido e desinteressante. Qual foi o objectivo do Federico Fellini quando o decidiu realizar? Pois não faço a mínima ideia. Mostrar que a Doce Vida é não fazer absolutamente nada a não ser andar em noitadas com os amigos? Mas mesmo assim, a que propósito é que aparece a determinada altura uma sequência em que duas crianças afirmam ter visto a Virgem Maria? E até mesmo pôr a Anita Eckberg a banhar-se na Fonte de Trevi? Essa é uma das cenas mais famosas da História do Cinema, mas qual é o seu significado? Eu não consegui descortinar nenhum...

Julgo que aquilo que deveria ser melhor aproveitado acaba por ser completamente dissolvido nestas quase três horas de pura seca em frente à televisão: aquilo que Steiner diz após ter visto os seus filhos a dormirem (e o que acaba por suceder mais tarde)... Descobre-se com isso que a vida não é tão doce como o título apregoa (e a mesma leitura se pode fazer com o final do filme, em que Marcello vira as costas à felicidade e ao amor).

Não é que Fellini não saiba filmar (há alguns planos que estão bem conseguidos e é sempre interessante ver como um cineasta resolve a questão difícil de filmar a preto e branco). O problema deste filme é que não tem absolutamente história nenhuma (ou pelo menos, não tem um fio narrativo coerente). E para mim, isso não justifica que se percam quase três horas a ver algo que não chega a finalidade nenhuma. Não gostei e acho que foi uma perda de tempo.

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